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Índice de Capítulos

Bom devassos e devassas que acompanham a história sem título “publicada” em meu blog, a partir de hoje ela terá um título nada improvisado e sugestivo. Aqui eu lhes postarei o índice dos capítulos de:




“Uma história sem título” Por Júlia V. T. G. e Eduardo C. N. (vulgo devaneiosdevassos)
Capítulo I – Rodrigo.

Capítulo II – O Breu da Demissão.

Capítulo III – Vamos aos Negócios.

Capítulo IV – Como Pude Me Esquecer de Mãos Tão Grandes?
 
Se divirtam com nossos momentos de devaneios.
Em breve o próximo capítulo, neste mesmo canal, nesta mesma hora. Só aqui, no DevaneiosTripolares!

Mãos grandes são sempre melhores.


Pessoal, hoje o post está maior pois tem muitos diálogos, esse é o capítulo quatro, um capítulo sem ação, mas que introduz um pequeno romance pelo qual Rodrigo passará nos próximos parágrafos.
Eu, Júlia.

Capítulo IV – Como pude esquecer mãos tão grandes?
                Em algum lugar no fundo da minha mente pude ouvir o telefone tocar, estava abafado e distante.
                Tateei com a mão sobre a placa de vidro tirei o telefone do gancho. Ainda de olhos fechados, e ainda debruçado sobre alguma mesa, coloquei o fone no ouvido.
                - Quase me esqueci de avisar... Você tem uma semana para a primeira prestação!
                Reconheci a voz de imediato, abri meus olhos e levantei rápido, do outro lado da linha a mulher já havia desligado.
                Estava confuso, ainda segurava o fone na mão grudado no rosto, tentava entender o que acontecera.
                Percebi então que estava em meu escritório e meu relógio sobre a mesa indicava que eram quase 10h da noite.
                - O que diabos? – Perguntei a mim mesmo e recoloquei o telefone no gancho. Coloquei os cotovelos na mesa e soltei a cabeça sobre minhas mãos.
                - E agora? – Eu tive vontade de chorar, mas ficar esperneando em posição fetal não iria adiantar, foi quando o som de Harry Potter tocou indicando uma mensagem de texto em meu celular, meio trêmulo o segurei e li.
                “ A conta é 65-333-6 do B.ofC., prefiro que não me de em dinheiro vivo.”
                Instintivamente eu sorri e liguei de novo o Desktop. “Será que ela seria tão burra assim?” – Pensei. Coloquei a conta do banco no registro de dados, ela estava em meu nome, ou seja, ela sabia todos os meus dados e documentos, até mesmo meus documentos brasileiros, fiquei boquiaberto... Estaria com tesão se ela não estivesse me chantageando.
                Sentia-me inquieto e perdido, cansado e dolorido, tentei me concentrar em onde doía, puxei minha camisa social para fora da calça e arregacei as mangas para cima.
                O que eu poderia fazer? Ir à polícia? Para denunciar algo sem nenhuma prova? Procurar a embaixada e pedir proteção? Proteção contra o que?
                Peguei meu celular de novo, o número que me mandara a mensagem estava protegido, larguei de novo o aparelho sobre a mesa.
                Que loucura! Plano, preciso de um plano.
                Passei minha mão pela nuca e senti algo pegajoso, levei os dedos ao nariz e constatei que era sangue.
                Eca! Banho, preciso de um banho, isso sim!
                A luz do corredor se acendeu e pude ouvir passos soando pelo chão, foi então que cessaram em frente à minha porta.
                Segurei o ar em meus pulmões, não estava psicologicamente preparado para agüentar uma nova abordagem da gostosa.
                A porta se abriu e quem eu menos esperava entrou, Nicole (a sueca) pareceu tão surpresa quanto eu, quando falei.
                - O que você está fazendo aqui, Nicole?!
                Ela praguejou em sueco, lembrei como ela praguejava na cama.
                - Que puta susto! – Ela acendeu a luz e sua expressão ficou intensa – O que aconteceu com você, Rod?!
                Até então não tivera a oportunidade de me olhar, vi então que minha camisa estava rasgada e tinha uma série de hematomas no braço, puxei a camisa para cima e achei marcas roxas no tórax.             
                Nicole se aproximou com cuidado.
                - O que aconteceu?
                - An... Fui atropelado... – Menti, mas ela acreditou, então continuei. – Estava pensando em você, aí o sinal fechou...
                 - Ain! Assim eu me sinto culpada por roubar seu coração! – Eu ri prar não perder a amizade com benefícios que mantinha com ela. Nicole parecia mais bonita nesse momento, por isso não retruquei e deixei passar.
                - Deixa eu te ajudar! – Ela se aproximou devagar, pegou no meu queixo e levantou minha cabeça com cuidado me analisou. – É... Se nariz não está quebrado, acho que seu rosto voltará quase ao normal quando desinchar.
                - Quase ao normal?
                - É, não fique assim, eu ainda caso com você. - Eu ri novamente sem graça.
                - Vamos, vou te levar para um pronto socorro, se não pode piorar!
                - Não, não... Só quero ir para casa!
                - Deixa disso, vem! – Ela abraçou minha cintura tentando me levantar – Para! Ai!!! – Gritei quando a cadeira arrastou para trás e Nicole me deixou cair no chão.
                - Perdão, meu lindo! Ah meu Odin!!! – Ver aquela mulher de quase 1,80m de altura se abaixando e tentando me ajudar era uma cena quase cômica.
                - Meu Odin? Disse como se zombasse dela.
                - Pois é... Nova fé...
                - Velha fé, não?
                - É...
                - Nunca pensei que você gostasse de histórias sangrentas e incestuosas, Nicole.
                - Gosto de muitas coisas, você já deveria imaginar.
                - Pois é... Concordei com um riso fraco ao lembrar-me das noites da semana passada.
                - Quer ir mesmo para casa?
                - Sim...
                - Então vou cuidar de ti!
                - An, Nicole... – Eu deixei que ela pegasse minhas pastas, minhas coisas e trancasse a porta enquanto eu esperava encostado na parede.
                Ela novamente envolveu minha cintura e tive a impressão de que eu nem precisava fazer força para andar.
                Acho que cochilei porque quando dei por mim já estava sentado no banco da frente do carro.
                Nicole se sentou atrás do volante e colocou sua mão sobre minha coxa. “Como pude me esquecer que ela tinha mãos tão grandes?”. Pensei.
                - Minha casa, ou sua?
                - Nicole... – A mão dela subiu pela minha coxa e eu encontrei um outro hematoma – Não me leve a mal, mas da última vez que você tentou tomar conta de mim, eu terminei algemado no chuveiro...
                - Você adorou!
                - Tava frio, tá legal?
                - Mas a sua dor de cabeça passou, não passou?
                - Fato, mas de brinde recuperei minha tendinite – Cocei o punho direito, ainda tinha a marca da algema – Eu só quero ir para casa.
                - Ta OK então... Ela pareceu meio frustrada, mas seguiu até chegar no prédio, o caminho foi bem quieto, exceto por algumas piadinhas.
Música do dia: Ojos Así – Shakira. Pode parecer meio estranho ouvir uma música tão pouco conhecida de uma artista que tem tudo ONA (coxona, bundona, peitudona...) o renome e o QI que ela tem, mas por mais que seja uma música sem grande conteúdo, ou sem muitos prêmios, é uma música que expressa um pouco da influência dos árabes no mundo ocidental, então acho que é por isso que eu gosto dela. Deem uma olhada/ouvida quando puderem.

Por que Brasília vai ser sempre a melhor!


Alô alô leitores! Hoje eu vou falar da Copa do mundo de 2014, quem não gosta de se foda, eu não to nem aí =D
Seguinte, como todo mundo sabe Sampa SE FUDEU, pois é? E o que será de nós agora com a maior cidade do Brasil e a 10ª cidade mais rica do mundo fudida? Eu digo: Será nada! Sampa se ferrou, a maioria das cidades não ta fazendo nada, e os partidos vão usar a copa como propaganda política! E nós como verdadeiros e bons eleitores iremos ponderar o que já foi e o que será feito! Qual será a solução de Sampa? Se render ao capitalismo barato e se endividar até o topo de seus arranha-céus? Ou simplesmente entregar a coroa para alguma outra cidade? Tcharan!! Ferrou geral, pane no sistema... O que eu to querendo dizer com isso? Viva a COPA  DE 2014!! O ANO DO BRASIL!!!! UHULES!!!! Gente, se mobilizem e criem uma crítica política mais forte do que a que vocês já tem, eu estou me aperfeiçoando para isso, e votem em DevaneiosDevassos para presidente! Eu prometo que só vou roubar dos ricos e que serei um Robin Hood honesto! (ou não) –q-q-q-q-q-q Outra coisa que eu quero dizer.... Assistam os comerciais do Brasil e sejam um pouco mais patriotas, tem alguns aqui ó:


Mais umas coisas, torçam para que abertura seja em Brasília! BH ta com nada! Se for aqui, eu dou um beijo nos leitores que vierem pra cá! –q
http://www.youtube.com/watch?v=ChwEHSrzFYw  Olha mas que cosa mas Bella!
Outra coisa, o mundo nem passou de 2012 ainda e Japão, Austrália, Coreia do Sul, Catar e Estados Unidos são candidatos para a Copa de 2022, enquanto Inglaterra, Estados Unidos, Rússia, Austrália, Bélgica/Holanda (candidatura comum) e Espanha/Portugal o são também para 2018. Que coisa não? Da uma olhada nos países e vê se tem algum pobrezinho aí? Acho que as próximas copas deviam revezar entre África e América do Sul, falei!


Existe alguém mais patriota do que eu? Ain ain....
Músicas de hoje: Wavin Flag – K’naan Não precisa nem falar o por que do post né? suAHSUHuash
Teve também Se – Djavan. Música extremamente boa, tem uma letra muito legal e você simplesmente relaxa quando tá ouvindo...

Capítulo III - Por que deixar com um gostinho de quero mais torna a história sempre melhor... (que título grande)


Então devassos leitores, como eu havia prometido aqui vai mais um capítulo da história, nesse capítulo o Rodrigo (personagem principal) acaba entrando numa enrascada, fiquem lendo, pois a partir daqui a história começa a ficar boa.
Para quem não leu os capítulos anteriores:
Legenda: Meus parágrafos, parágrafos da minha amiga Júlia.
CAPÍTULO III – Vamos aos Negócios.

-Ahn...- Meu cérebro estava devagar – Oi...
-Que bom que recebeu o recado...
Ouvi algo se arrastar atrás de mim, e uma cadeira dobrou meus joelhos, perdi novamente o equilíbrio e senti um par de mãos me agarrar pelos ombros e me obrigar a sentar.
Pelo peso nos meus ombros achei melhor não resistir e sentei.
-Então, vamos aos negócios! A voz disse, fluía como um líquido.
Lambi os lábios, a luz me cegava e eu me senti como em um filme de espionagem / máfia.
-Então, vamos aos negócios. Disse com incerteza do que fazer.
-É de meu conhecimento que sua família é bem feliz lá no Brasil.
-O que tem eles?! Meu tom de voz se alterou, pois se algo acontecesse com minha família, eu iria até o inferno atrás dessa mulher.
-Calma, gato. Ela se aproximou lentamente, deixando seu rosto moreno à mostra, lábios vermelhos e carnudos, os olhos castanhos a davam um charme latino e o seu vestido era tão justo que suas curvas pareciam o circuito de Mônaco, que deusa.
-O que acontecer com sua família, vai ser sua responsabilidade.
-Não faça nada... ARGH!!! A pessoa que me segurara pelos ombros agora estava me calando com murros na maçã do rosto.
-No rosto não, Big M.! – A mulher me encarou com um sorriso malicioso, se abaixou e me olhou nos olhos. – Acha que eu me exporia tanto, se soubesse que não iria negociar?
- O que você quer?! Eu já estava tomado pela raiva.
- Calma nervosão... Eu só quero 2 milhões de dólares para começar a vida, e depois uns 12 milhões em um ano, mais ou menos...
- E como espera que eu faça isso?
- Oras! E eu sei? Você tem ao alcance de suas mãos toda a riqueza da China! Mas tente não ser descoberto, sabe como é, né? Desfalque é punido com pena de morte aqui, e você seria um tremendo desperdício! 
Quando a mulher se calou a última coisa que senti foi uma dor tão forte que fez com que tudo se apagasse.


Música do Dia: Não tem! O iTunes não ta prestando e quando abro o youtube nunca me vem uma música boa na cabeça então... Hoje fica sem música =/


Até o próximo post Devvassos e Devassas!

A volta é sempre melhor....

Alô alô devassos leitores fantasmas de meu blog de devaneios e histórias estranhamente reproduzidos (que frase longa), eu vim falar a vocês que estou, oficialmente, ressuscitando do inferno chamado internet esse blog.
Bom, eu estava assistindo umas novelas nessas férias, e sabe o que eu andei pensando? Bom... Eu acho que as novelas do Brasil estão evoluindo, pois é, as filmagens estão ficando melhores, os autores mais liberais e as atrizes mais novas e bonitas.... Mas assim, também acho que ta ficando mais realistas como por exemplo, empregadas domésticas não vivem mais em mansões como costumavam viver.... Enfim, vamos deixas as novelas de lado.
A história do Rodrigo vai continuar, já são mais de 100 páginas manuscritas, e agora é que a história fica boa!!! Eu vou digitar e vou postar um capítulo maior amanhã!
Sabe outra coisa que eu tenho feito? Jogado pokémon online, o que me remeteu à minha infância, vocês ja pararam para refazer coisas da sua infância? Eu resolvi que vou reviver todos os fins de semana alguma coisa da minha infância, exceto as ruins, como por exemplo quando eu prendi o pé no freio de uma bicicleta e tiveram que entortar a bike da namorada do meu primo para tirar meu pé de lá.... Cuidado com garupas de bicicletas, sério, são cruéis!!!

Outra coisa que eu andei pensando, vou chamar mais alguém para me ajudar com o blog, provavelmente alguma amiga minha, mas não vai ser nada do tipo "sexo frágil" ou então "briga de gêneros" nem nada do tipo "mulheres vs. homens" (ou talvez vire, afinal, sempre temrá imagens picantes e videos engraçados nesses tipos de blog, e é exatemente isso que queremos tento evitar aqui). Bom gente, não esqueçam de comentar também viu?

Sabe um filme que eu vi? Não, vocês não sabem, duh!
Eu vi muitos filmes na verdade.... Mas em particular os que eu queria recomendar: Caso 39, Ensaio Sobre a Cegueira, A Jovem Rainha Vitória, Delícia de Loira Exibida, Guerra ao Terror... Eu vi todos e recomendo!

Músicas do dia: Why Don't You Get a Job? - The Offspring <- Música extremamente engraçada!


Olha, esse post não foi como a maioria dos outros, acontece que estou voltando a ter criatividade... então esperem o cérebro esquentar um pouco viu? Ainda é movido à alcool...

Ate mais devassos e devassas...

Uma pausa nem sempre é o melhor...

Posted in
Me desculpem fiéis leitores (ou supostos leitores xD) pelo atraso nos posts, eu gostaria de informar que ja são mais de 55 páginas da história manuscritas, e que assim que eu conseguir eu vou voltar a postar, provavelmente esse fim de semana eu retomo com posts todos os dias.

Obrigado galerë.

Capítulo II - Uma voz feminina e sensual nem sempre é o melhor...

Eu,Júlia.

Capítulo II - O breu da demissão.


Quando as portas se abriram eu andei para fora com um sorriso irônico, elas iam demorar para subir os 26 andares.
- Bom dia! As pessoas diziam enquanto eu seguia pelo corredor, respondia apenas com um aceno de cabeça.
Minha sala estava logo ali à frente, com um semblante e uma energia reconfortante, quando abri a porta senti o cheiro de pinheiros do Paraná, me senti seguro, adentrei a sala, trancando a porta logo em seguida, soltei a pasta na mesa e fui observar a coleção de miniaturas de Porches e Ferraris que ficavam na estante do meio, a maior e mais bonita de todas.
Tirei o paletó e pendurei nas costas da minha cadeira, coloquei a pasta sobre a mesa.
Em teoria meu expediente ainda não tinha começado, mas já haviam mensagens gravadas na secretária eletrônica.
Sentei-me e apertei o botão para ouvir as mensagens, enquanto ligava o meu desktop que só usava para pesquisas, os meus relatórios eram produzidos e salvos no meu VAIO verde amazônico.
-Que mensagens inúteis... Pensei ao ouvir as mulheres desesperadas que me deixavam recados.
“Rodrigo, Andar 32, eles te querem lá.” Foi a última mensagem recebida.
-Eu hein... - Arqueei uma sobrancelha, afinal, o andar 32 era a manutenção do prédio. - Que péssimo lugar para perder o emprego. Coloquei o paletó e segui para o elevador, apertei o botão para o 31, pois o do andar 32 não existia.
- Ótimo, vou ter que subir as escadas para ser demitido.
O elevador freou devagar e a voz feminina indiciou o 31º andar. Saí com o mesmo passo leve e rápido de antes. No final do corredor a grande porta vermelha me esperava, era a única possível.
Coloquei a mão sobre a maçaneta reta e gelada, abri a porta devagar e um vento frio passou pela abertura. Quase engasguei com uma essência amarga que atacou minhas narinas, expulsei o ar devagar e senti minha cabeça rodar, fiquei um pouco nauseado e encostei minha testa na porta de incêndio pesada.
Precisei de um minuto para me sentir bem de novo. Passei pela porta e fui novamente atacado pelo vento gélido. Cruzei meus braços, só havia uma luz, vinda da porta de incêndio que eu acabara de largar, tentei segurá-la, mas não tive tempo, em pânico, me descobri em uma sala escura. Tateei a porta gelada, mas não havia nenhuma maçaneta desse lado.
- Bosta... – Soquei a porta, mas me arrependi, só consegui sentir dor. – Bosta - Repeti.
Algo fez barulho atrás de mim, dei uma volta com rapidez.
-Alguém ai? – Perguntei, minha voz ecoou pelo vazio.
Uma luz puntual acendeu em um plano superior, era a única luz naquele breu, resolvi ir atrás dela, não tinha mais nada o que fazer mesmo.
Comecei a andar com cuidado, com medo de que o chão deixasse de existir, cada passo de cada vez, ouvia meu Armani bater no piso.
Dei três passos, a luz ainda estava distante, tinha que me apressar. Resolvi aumentar o ritmo e me arrependi quase que instantaneamente, pois minha canela bateu na quina de uma superfície.
Cai para frente, coloquei meus braços para frente, descobri outras quinas batendo e, diversas partes do meu corpo e eu caí de joelhos em uma superfície plana.
-Imbecil! É uma escada. Fui subindo devagar, meio constrangido por estar subindo de quatro, mas era o jeito, não queria me estrebuchar. Quando cheguei na luz, me endireitei, bati no terno pata tirar a poeira, minha canela latejava e as mãos ardiam, aquilo estava muito estranho para se apenas uma demissão. Tateei a porta e empurrei a trava de segurança, a luz ofuscou minha visão quando abri a porta, a única coisa que se diferenciava da claridade era um vulto negro e pouco nítido para ser definido.
- Quem é você?
- Olá, Rodrigo. Uma voz feminina e sensual fez com que eu me arrepiasse.

Uma história sem título é sempre a melhor...


Pessoal, desculpem que não postei ultimamente, é que eu tive muitas complicações essa semana, tipo o título de eleitor, alistamento, essas coisas.... Bom, como eu quase havia prometido eu vou colocar o primeiro capítulo da história que estou escrevendo com minha amiga Júlia (vide jvtgisler.blogspot.com). Fica ai com vocês, em fontes diferentes, o que cada um escreveu!
Eu, Júlia.
Capítulo I – Um história sem título é sempre a melhor –HAHA
                É incrível a poluição do ar de Hong Kong... Quando saímos daquele ar puríssimo de Brasília e vamos para um conglomerado de prédios gigantescos, em que as pessoas tem uma tava três vezes maior de incidência de câncer que o resto do mundo, reparamos na diferença, e temos dificuldade de nos ajustarmos, felizmente, eu já me acostumei...
                - Bom Dia! Ouvi uma voz feminina falar.
                - Bom Dia... Respondi com o sorriso habitual.
                - Tudo bem, Rodrigo? O sinal ficou verde para os pedestres, e atravessamos juntos a larga avenida do centro de Hong Kong.
                - Normal, tranqüilo, e você?
                - Tranqüilo? Tá solteiro, é? Ela perguntou com um tom de deboche. Era típico de Yoona fazer isso. Por isso, com uma risada, respondi no mesmo tom.
            - Sempre livre.
            - A história era diferente semana passada... – ela implicou – Você lembra? Preferi não responder para desencorajá-la.           
- Quando você estava com a sueca de pernas grandes falava até em aliança... Continuei em silêncio, sabia que a australiano Mary Ann tinha fama de fofoqueira.
- O que aconteceu, Rodrigo? Ela insistiu.
- Decidimos nos dedicar a carreira. Respondi prontamente, já havia ensaiado essa resposta antes.
- Mas...
De repente, sobre o som dos carros que passavam em alta velocidade ao nosso lado, ouviu-se um toque monofônico desagradável como uma sirene com intensidade estonteante.
“Salvo pelo gongo”, pensei ao vê-la abrir a bolsa e parar na calçada.
Ajeitei o colarinho da minha camisa e meu terno e apressei o passo ansioso para chegar a segurança de meu cubículo.
Quando vi a típica placa que indicava o complexo de prédios me senti aliviado, andei em direção a gigante construção espelhada de arquitetura moderna,  feita apenas para demonstrar o poder do oriente, pó que só começou a ter utilidade agora.
“Bank of China” eu li orgulhoso. Estava preso em pensamentos quando ouvi um barulho de batidas rítmicas no chão, com velocidade e destreza, sem sair do ritmo contínuo.
- Rodrigo, me espera!! Me virei com um sorriso falso muito bem disfarçado.
- Sim Yoona! “Mas que chinesa chata!” Pense sozinho.
- Me conta o que houve com a sueca!
- Nada de mais Yoona, só vamos andar, sim?
- Ah não! Meu gene chinês implica em curiosidade, e como eu sei que você me ama, vou ficar no sue pé o dia todo.
- Argh! Resmunguei, quando vi, por trás dela, Mary Ann correndo de salto. – A Mary ann queria te contar sobre o chinês que ela conheceu.
Yoona, como o esperado, girou como uma mola. Aproveitei para apressar meu passo, aproximei o bolso do meu casaco perto do visor da catraca eletrônica e a luz ficou verde.
Dei uma corrida elegante para alcançar o elevador que fechava as portas, coloquei a pasta entre a fenda e as portas se abriram. Me espremi pela abertura e soquei o botão para fechá-las de novo. As portas estavam quase fechando quando Yoona e Mary Ann apareceram ofegantes.
- Segura Rodrigo! – Berrou Mary Ann.
Acenei debochado e suspirei aliviado quando as portas finalmente fecharam.
Dei uma olhada para trás para ver se tinha algum conhecido no elevador, por sorte não habia ninguém, forcei meu cantonês (um dialeto local).
- Quem entende esses ocidentais?
Alguns presentes riram e outros concordaram em silêncio.
Amanhã tem mais galerë!! A partir daqui a história fica mais legal!